domingo, 6 de Dezembro de 2009

Pedro Passos Coelho em entrevista ao JN

Entrevista ao JN aqui

sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

De cabeça perdida...

Quem diria que um dia destes eu eu podia começar um texto com a nostálgica expressão "Eu sou do tempo...". Pois bem, assim é.

Eu sou do tempo... em que as cúpulas do PSD falavam dos perigos e desvirtudes de uma liderança bicéfala.
Ora, o rumo actual das coisas em nada abona para os pensadores do tema nessa altura, é que nesse tempo, a bicefalia não partilhava a mesma bancada, o líder não estava no Parlamento.

Pior estão as coisas agora, com uma líder "em apuros" para cumprir calendário, e um líder parlamentar que insiste manter as suas opiniões próprias em clara demarcação das tomadas de posição da líder do partido... que partilha a mesma bancada.

Tenho a leve sensação de que alguém anda a "fazer caminho" e que, sabendo que a líder do partido não o vai meter na linha por estar fragilizada, vai continuar a capitalizar posições.

O mínimo que seria de pedir era solidariedade... mas ao que parece o único militante destacado que tem a "obrigatoriedade" de ser solidário é Pedro Passos Coelho, os restantes podem "tirar-lhe o tapete" à vontade que ficará sempre sob o manto da liberdade de expressão dentro de um partido democrata.

"todos diferentes, todos iguais" - quando calha!

Hoje é dias das pessoas com deficiência, pelo menos era o que dizia a nota de rodapé da SIC.

Pessoalmente detesto este tipo de notícias. Fazem campanhas, acções de sensibilização, gestos bonitos... mas no fundo é só hoje.

Amanhã, as pessoas com deficiências continuarão a andar na rua e a passar esquecidas entre a multidão. Continuarão a circular nas faixas de rodagem das ruas com cadeiras de rodas pois as medidas dos passeios nem sempre são “generosas” ao ponto de permitirem a circulação de uma cadeira de rodas, a subir degraus para chegarem aos passeios, a palmilhar o chão com uma bengala na tentativa de se orientarem quando são privados de visão não deixando no entanto de embater em caixotes do lixo e placas “estrategicamente” penduras e como tal indetectáveis, a subir rampas com 15% de inclinação para chegar a serviços públicos, a sonhar chegar a uma caixa multibanco, a fazer compras sem ler os preços, a abrir portas sabe Deus como nos casos em que faltam as mãos, enfim... continuarão a viver com “coragem de leão” perante “bonitos gestos de caridade vazia”.

Às vezes interrogo-me na tentativa de perceber se o esquecimento a que deixamos os nossos deficientes é apenas uma forma de exercitarmos esse sentimento tão nobre de “pena” praticando uma suposta “boa-acção” do dia, o nosso gesto de caridade.

Ficamos felizes se ajudamos alguém a subir uma rampa em cadeira de rodas, alimenta-nos o ego pensar que ajudamos alguém... mas... será que ajudamos? Será que ajuda não seria reivindicar acessos dignos que todos pudessem subir sem dependerem de terceiros? Fazer quem de direito perceber que a pessoas são livres de ir onde querem sem que para tal precisem de esperar pelo próximo transeunte disposto a “dar uma mãozinha”?

Será que a grande maioria das nossas passagens de peões se coadunam com limitações visuais?

Será que por causa da gripe A gastamos milhões mudando sistemas de aberturas de portas mas por causa de um deficiente não conseguimos gastar 10 euros?

“Ah e tal” é bonito aquele slogan “todos diferentes, todos iguais”... e é da moda a igualdade de direitos dos gays em questões de casório... onde pára essa igualdade afinal? Somos uns mais iguais que outros mais diferentes?

Ou será que entre tantos “sem pernas”, “sem braços”, “sem visão” ... a decisão final cabe sempre aos “sem cabeça”?

Bem vistas as coisas, o “Estado é laico” mas dava um jeitão enorme que Cristo viesse a Portugal e curasse essa gente toda... poupavam-se uns euros, continuavamos “todos diferentes, todos iguais” e o dia de hoje seria apenas um dia como o de ontem e o de amanhã – mais um dia de indiferença.

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Memórias...

Será que ainda se lembram disto?


Ando com isto aqui no leitor de mp3 e tenho que admitir que muito para além das boas recordações que me traz esta música, das tardes de guitarradas na sala de ensaios, das actuações onde não faltava o nosso "cover" de "zombie", esta é definitivamente uma grande grande música, daquelas de fazer pular mesmo.

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Sporting... juridicamente falando!

Há coisas fantásticas!! O 7folhas falar de futebol é raro! Mas falar do Sporting é quase um inédito.

O texto de hoje não pretende revestir-se de carácter de parecer jurídico dado de barato, pois do alto da minha humildade aprendi outrora com o Professor Doutor Vera Cruz nas minhas aulas de mestrado que, ao invés do que muitos se dizem, eu não sou jurista. (Eu sei que está muito em voga ouvir-se da boca de certos licenciados em direito a expressão "sou jurista", todavia o que os licenciados em direito são é isso mesmo "licenciados em direito" com um título de "dr." conferido pela licenciatura, mas de licenciado em direito a jurista... vai uma vida de distância!)

Passada esta breve nota, e para que se perceba que o que aqui escrevo é apenas e tão só na óptica de um "normal" licenciado em Direito que teve a honra de ter como Professor de Direito Constitucional um grande Professor que me escuso aqui referir o nome - como alguém disse: "é o Zé Mourinho do Direito" - é bem verdade, permitam-me que disserte aqui algo que acho pertinente.

Do que se trata:

Constituição da República Portuguesa
Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.


Li ontem num jornal que há gente muito indignada com uma suposta campanha levada a cabo pelo Sporting Club de Portugal que "discriminava" casais homossexuais.
Fiquei chocado ao ouvir opiniões de gente que eu até suponha informada.

A CRP estipula que ninguém pode ser prejudicado (que é o que dizem tratar-se) por causa da orientação sexual, ora se o SCP pretende lançar uma promoção duas pessoas de sexo oposto, onde é que isto choca os homo?

Aprendi em tempos que igualdade significa tratar de forma igual o que é igual e de forma diferente o que é diferente. Um casal homo é igual a um casal hetero? Estes que agora falam de necessidade de defesa da igualdade alguma vez se plantaram à porta de um estádio de futebol naqueles célebres dias da mãe e da mulher em que há clubes que oferecem entrada a senhoras? Alguns destes defensores se plantou à porta a exigir que os homens entrassem de borla sob pena de discriminação face ás mulheres? Ou será que para ter bónus enquanto sócios de um clube já todos querem ser "panilhas"?

Começo a achar que a GameBox do Sporting vai ser não uma forma de angariar sócios mas sim um movimento "Sai do Armário".

Nesta questão permitam-me que defenda o Sporting. Permitam-me que não entre no populismo de defender os "coitadinhos dos panilhas".

Também não vou para a porta das discotecas nas "noites da mulher" pedir ao porteiro que aplique as mesmas condições aos "panilhas" que por lá entrarem para não haver discriminação.

No meu país há dois gêneros: masculino e feminino! Enquanto não me provarem que o "neutro" tem enquadramento legal deixem-se de fundamentalismos.

Se o Sporting faz uma campanha tendo em vista um casal, na acepção social que o temos hoje, implica pessoas de sexos opostos.

No site do Sporting pode ler-se "PREÇO ESPECIAL PARA 2 SÓCIOS DE SEXO OPOSTO QUE ADQUIRAM A SUA GAMEBOX EM SIMULTÂNEO E PARA O MESMO SECTOR!" onde é que isto é discriminação? É uma campanha como todas as outras, com um critério como muitos outros.

Será que um Clube não é livre de tentar chamar mais mulheres ao estádio e o Estado é livre de as impôr em eleições públicas? De um lado funciona a "lei da paridade" e de outro é a "lei da panilhada"?

Poupem-me!

Eu até aceito as uniões gays... mas este tipo de paneleirices tiram-me do sério.

Desculpem...

Será que quando eu for à bola com cartão jovem alguém vai exigir o mesmo desconto invocando o princípio da igualdade? Que igualdade é esta afinal?

Vamos passar a ter um Estado refém das questões fracturantes? Queremos um país de igualdade ou de coitadinhos?

Muito mais me apetecia dizer... mas seria necessariamente uma entrada pela parte "jurídica" da coisa, que iria fazer este artigo ser um "Parecer" :)

E depois teria que terminar o post à semelhança de outros blogs, rematando com umas breves notas sobre as habilitações do autor do dito parecer!!!

Pela igualdade, hoje apoio o Sporting!